segunda-feira, 29 de novembro de 2010

DIA mundial da INFÂNCIA

Gostava de ter escrito isto:

De: Carla Costa [mailto:carla.costa@teletu.it]
Enviada: sexta-feira, 26 de Novembro de 2010 22:23
Assunto: I HAVE A DREAM

Olá … queria partilhar com vocês um texto que escrevi estes dias:

Hoje, dia 20 de Novembro, festeja-se o DIA mundial da INFÂNCIA e naturalmente não podia deixar em branco este dia ...

Como é frequente, quando se organizam grandes comemorações, alguma coisa acaba por "falhar" ou ser esquecida. Às vezes esquecemo-nos do bolo, outras vezes esquecemo-nos de convidar alguém, outras vezes esquecemo-nos dos balões, etc, etc. Desta vez foram esquecidos grande parte dos convidados de honra, ou seja, as CRIANÇAS.


Em Itália, por exemplo, cerca de 1 milhão e 700 mil crianças não puderam participar neste grande evento porque estavam preocupadas a procurar de comer; outras estavam em qualquer buraco, a que chamam de casa, cheias de buracos no estômago de tanta fome, cheias de tremores de tanto frio, cheias de tristeza por tanta injustiça; outros deviam de estar perdidos por qualquer rua ou estrada, influenciados por amigos de escola e que são olhados com desagrado por adultos que, ao contrário deles, participaram (muito contentes) nestas celebrações mundiais.
A coisa incrível é que muitas destas crianças têm menos de 11 anos e são abusadas sexualmente, e por essa razão, não puderam participar na sua festa. Outras tantas, não puderam estar presentes porque encontram-se hospitalizados a tratar de lesões físicas e psicológicas, cuja causa são violências domésticas e sexuais a que são submetidas diariamente. Outras ainda não participaram porque vivem sozinhas, fechadas em Lares ou Institutos sem o amor, o afecto e o carinho e sobretudo sem uma família presente que as possa levar e acompanhar à festa.


No Zimbabwe, por exemplo, é normal, por dia, cada 20 crianças, serem violadas e, entre estas, uma é um bebé de poucos dias … Sinal de uma loucura humana completamente devassa e ilimitada, “pobre” e descontrolada.


Outras celebrações são “esquecidas” … Por exemplo, nos Estados Unidos, tantas crianças de origem mexicana, passaram o dia todo a trabalhar a apanhar mirtilos porque têm as mãozinhas pequenas e delicadas, ou seja, mãos perfeitas para recolher os pequenos bagos que, provavelmente serviram para decorar os bolos da sua festa e na qual vão participar crianças menos ocupadas.

Infelizmente, nesta grande festa mundial tivemos tantos ausentes justificados … Poderia falar de inúmeras causas para justificar os não presentes: a mortalidade infantil, o trabalho e a exploração laboral, a falta de escolarização, os maus tratos e abusos sexuais, a guerra, os meninos soldados mas a lista é demasiadamente extensa para ser inserida aqui (…) Mas eu gostava - Ohh, como eu gostava - que uma vez, somente uma única vez, os famosos, os “grandes” e poderosos desta terra que, ainda agora, estiveram reunidos na cimeira de Lisboa, pusessem de lado a hipocrisia e fizessem alguma coisa de sério e concreto para se poder dar uma fatia de bolo a todos os convidados de honra desta festa … evitando assim tanta palhaçada … tantas reuniões, discussões e celebrações … e concentrando todos os esforços para que todas as crianças do mundo - TODAS - em ter, todos os dias, pelo menos uma refeição quente e decente. Ohh como eu gostava !!! Este é o MEU maior SONHO !!!
PS: a todas as crianças do mundo, sobretudo as mais vulneráveis e desprotegidas, as mais sensíveis e desfavorecidas … Um beijo cheio de amor e lembrança, uma abraço cheio de calor & ESPERANCA. E não deixem de sonhar porque o SONHO, quando é forte e intenso … quando é grande e imenso, não só comanda mas muda a nossa vida !!! :)
Carla Costa

- A Carla vive em Milão com o marido e o seu filho Frank, que é uma criança, feliz que ela adoptou
- Na foto uma Cubanita, feliz...
F.






quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Nova proposta de Greve Geral em Portugal

Quatro datas de uma assentada!

1. Dia 20 de Dezembro 2010
2. Dia 7 de Março 2011
3. Dia 26 de Abril 2011
4. Dia 24 de Junho 2011

Esta Greve é convocada pela CoTraMaiSa.
Objectivos: Exigir a implementação de alguns singelos pontos que garantirão a sustentabilidade da Economia Portuguesa e garantirá tambem a Aplicabilidade da Vida em Democracia.
Slogan a entoar nos dias de greve: "Abaixo a existencia de portugueses de Primeira e portugueses de Segunda"!

Eis "as exigencias":
Que todos os Portugueses tenham direito a 1 mês de férias por ano;   que nenhum Português usufrua mais de 1 mês de férias por ano.
Que todos os Portugueses tenham direito a baixa medica por doença;   que todos os Portugueses tenham igual remuneração em baixa: nos primeiros 3 dias 0% e nos 3 dias seguintes 50% do vencimento.
Que todos os Portugueses tenham direito a assistência medica por doença;    que todos os Portugueses tenham ressarcimento igual, na medicina privada: 0%.
Que todos os Portugueses tenham direito a medicamentos comparticipados;    que todos os Portugueses tenham medicamentos com comparticipação igual.
Que todos os portugueses tenham direito a uma reforma condigna;    que todos os portugueses usufruam o mesmo valor de reforma proporcional à sua contribuição na carreira activa; tendo no entanto um "tecto" de valor minimo. Que todos os portugueses se reformem com a mesma idade.    Que todos os portugueses esteja sujeitos aos mesmos criterios de reforma por invalidez.
Que todos os portugueses estejam sujeitos à mesma Lei Nacional do Trabalho: tanto na admissão, como na promoção versus aferição de competencia, bem como na lei de despedimentos.
Que todos os portugueses tenham direito a ter um amigo influente, na coisa publica.
ps1
O Sol quando nasce é para todos?
ps2
Ou há moralidade ou comem todos!


CoTraMaiSa » Confederação dos Trabalhadores da Maioria Silenciosa.

sábado, 30 de outubro de 2010

Desafio Verde ou Desafio VV (Verde de Vergonha) ?

O artigo que suporta “‎"Desafio Verde - Fazer papel branco exige um processo …” foi escrito por um jovem adolescente?
Se como tudo indica foi escrito por alguém que deveria dominar o tema, traz-nos um infeliz exemplo de ausência de rigor!
Recorre a lugares comuns para listar problemas, mas (menos cómodo) não aponta soluções.
Em termos estruturais é uma confusão.
Vejamos um exemplo: começa o paragrafo do tema base “ o papel branco é mais caro” com “Por isso o papel branco é mais caro”!
Alguém nas linhas anteriores consegue descortinar qual é a causa do “por isso”?!
Um trabalho que teria potencial para ser interessante, no entanto tendo o selo RTP, têm a responsabilidade de escrever com clareza, objectividade e rigor no que publicam!
Mais grave: encontrei este artigo, escrito quase há uma década (2002):
http://www.rudzerhost.com/papel/recipapel.htm

Desisto!!!
Blogue: DESAFIO VERDE


 

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A cidade e os Cães - Mario Vargas Losa

Sinopse

Romance que revelou ao mundo o talento literário de Mário Vargas Llosa no início dos anos 60, A Cidade e os Cães é considerado hoje um clássico da literatura latino-americana.
História de fundo autobiográfico, desenvolve-se no Colégio Militar Leoncio Prado.
Em Lima, onde um violento código de conduta permeava o quotidiano dos cadetes.
Mario Vargas é enviado para lá ainda menino pelo pai autoritário.

Vindos de todos os pontos do Peru, a maioria de origem humilde, com os seus próprios problemas familiares e inseguranças, os jovens internos retratados neste romance são obrigados a sobreviver a um ambiente brutal e hostil, onde a justiça quase nunca prevalece e os superiores rígidos com a disciplina, mal sabem o que ocorre nos alojamentos.


Longe da vista dos oficiais, os alunos embebedam-se, jogam cartas, brigam entre si. Os mais velhos humilham os novatos, tratando-os por cães e criam um círculo vicioso de dominação e crueldade.
É nesse meio, sob pressão que alguns rapazes se irão reunir e formar um grupo coeso, o Círculo, como única forma de rechaçar as ameaças dos veteranos.
Mas nem o Círculo estará livre da violência, e os seus membros acabarão tornando-se tão implacáveis quanto os demais.

Os seus diferentes relatos compõem uma história perturbadora.
Para compô-la, Vargas Llosa desenvolveu uma narrativa em que o passado se entrelaça ao presente e os dramas dos seus personagens são descritos de diferentes pontos de vista.






sábado, 9 de outubro de 2010

Engenheiros de Medicina, como já alguém designou rotulou estes Fariseus!

Plenamente de acordo com:

"António Rodrigues renova vontade de ir a Cuba buscar médicos para o Concelho"

O Almonda

Para combater a hipocrisia dos médicos portugueses, (naturalmente que há honrosas excepções) que por estarem “desmotivados” se reformam hoje para amanha continuarem a fazer o mesmo trabalho, frequentemente no mesmo local, embora com mais uma fonte de rendimentos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Geração Rasca: Jornalistas, Políticos, Sindicalistas e outros quejandos!

O que está em causa em Portugal não é apenas o folclore – que diariamente nos enche a caixa de correio com ppt’s muito bem feitos … horas de árduo trabalho - dos títulos similares ao desta noticia:
Agencia Financeira "Pensões Milionárias"
Preocupante é a omissão “inteligente” e grave à realidade latente nesta notícia, quando transposta para os escalões mais baixos, pelos supra referidos os quais tinham dever de a denunciar!
No texto complementado com informação (abaixo) parcialmente transcrita, concluímos o que já todos sabemos:
- Em Portugal há Portugueses de 1ª, porque em Portugal há Portugueses de 2ª!
Não apenas nos postais já gastos pelo uso, também aqui se aplica a afirmação de J.A.: eles comem tudo…
Vejamos os dados que a Esquerda Caviar não quer ouvir, dado que a Maioria Silenciosa, não dá votos:

In “Sol” Julho 2010
“…
No ano passado, a Caixa Geral de Aposentações (CGA) registou mais de 47 mil pensionistas com reformas acima de 2.500 euros, uma subida de 25%. Os custos do sistema aumentaram 300 milhões de euros.
A pensão média no Estado, no ano passado, foi de 1.261,5 euros, ao passo que a média nacional é de 454 euros.
A média das pensões pagas pela Segurança Social nos primeiros seis meses do ano foi de 397,17 euros por mês.
Este valor fica, assim, perto do limiar da pobreza, fixado em 2008 nos 354 euros.
No ano passado, na função publica a idade média de reforma foi de 59,6 anos.
Em média, os funcionários públicos que se reformaram no ano passado fizeram descontos durante 30,4 anos.”

In “Agencia -Financeira” Setembro 2010
“… Entre os meses de Janeiro a Outubro deste ano, o universo de pensionistas milionários ascende:
4763 na CGA         818 na Segurança Social
De Janeiro a Outubro, CGA, aposentaram-se 230 pessoas com reformas acima de quatro mil euros por mês.
Regime geral da Segurança Social, entre Outubro de 2009 e Setembro deste ano, o número de novos aposentados com uma reforma mensal superior a 5030 euros, ascendeu a 67 pessoas. “

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pedro Maia Gomes

Português, Doutorado em Ecomomia, Professor na Universidade Carlos III, Madrid.

Escreveu este artigo, brilhante, que tomo a liberdade de partilhar dado que foi publicado na imprensa; concluiu o que JAS e HM do Sol e Expresso, respectivamente, nunca teriam a coragem de escrever, dado ser uma abordagem "politicamente incorrecta"!


http://personal.lse.ac.uk/GOMESP/8-Press/Expresso100904.pdf
Fazer o que ainda não feito
A primeira reacção à proposta de um corte dos salários no sector público serásempre negativa. No entanto, é preciso ter coragem para a discutir sem preconceitos poisexistem razões que a sustentam.O processo de determinação dos salários na função pública é muito diferente dosector privado. Imaginemos uma fábrica onde as remunerações aumentam sucessivamenteacima da produtividade. O momento chegará em que os custos tornar-se-ão superiores aopreço praticado no mercado, condenando a empresa a abandonar a actividade. Ora, nosector público não existe um mecanismo similar para corrigir aumentos excessivos desalários relativamente ao sector privado, que se acumulam com o passar dos anos, porefeito dos ciclos políticos e da pressão sindical.Efectivamente, em Portugal esta tendência existe. Em 2005, 13.5% da populaçãoactiva trabalhava para o Estado, um nível inferior à média na zona Euro. Mas enquanto ospaíses da zona Euro gastavam 11% do PIB com a massa salarial, Portugal gastava 14.5%.A Suécia, onde o Estado empregava 28.3% da população activa, gastava 15.8% do PIB. Oproblema não está no emprego público, mas sim nos seus salários. É natural que o saláriomédio seja mais elevado no sector público, pois emprega mais licenciados. Mas estudos doBanco de Portugal mostram que, em média, pessoas com características similares(educação, experiência, etc.) recebem mais no sector público. Este “prémio”, que era de 9%em 1996, aumentou para 16% em 2005.Para além de vencimentos mais elevados, a generalidade dos trabalhadores doEstado tem um outro benefício extraordinário relativamente ao sector privado: a segurança.Ao oferecer salários mais elevados e mais segurança, o Estado cria uma assimetria enormeno mercado de trabalho. Entre os sintomas desta assimetria estão o número de candidaturaspor cada vaga aberta no sector público, a pressão junto do poder político para os jobs forthe boys, enquanto são poucos os trabalhadores do Estado a despedirem-se para ir trabalharno sector privado.A redução dos salários no sector público deve ser vista como uma medida estruturalpara atenuar esta assimetria. Mas, dada a conjuntura de crise económica e orçamental,acaba por ser a melhor opção para cortar a despesa. Embora esta redução tenha um efeitonegativo na procura, este é certamente mais fraco do que outro tipo de cortes. O empregopúblico, o investimento público ou o subsídio de desemprego são componentes da despesamais fortes a estimular a economia e como tal é mais desaconselhado a sua redução duranteuma recessão. Mais: a teoria sugere que esta medida pode funcionar como um choque nomercado de trabalho, contribuindo para uma moderação salarial no sector privado,incentivando a criação de emprego. Política semelhante foi seguida com sucesso nos paísesnórdicos que optaram por ter um elevado número de funcionários públicos, oferecendomais segurança a troco de salários mais baixos. Este é um dos segredos para terem taxas dedesemprego tão baixas com um peso do Estado no mercado de trabalho tão elevado.Para ficarmos com uma ideia, um corte de 10% nos salários permitiria reduzir adespesa em 2 mil milhões de euros por ano, o equivalente a 1.4% do PIB. Para conseguiruma diminuição na despesa da mesma magnitude seria preciso abolir o subsídio dedesemprego ou reduzir 73 mil funcionários públicos. Mesmo todas as privatizaçõesprevistas no PEC irão gerar 1.5 mil milhões de euros por ano, durante apenas 4 anos.Que não haja dúvidas. Nenhum outro caminho permite uma redução da despesapública significativa, sem um efeito tão negativo na procura, promovendo a equidade entreo sector público e privado no mercado de trabalho, incentivando a criação de emprego, nãoatacando o estado social, garantindo o fornecimento de serviços públicos e evitandoproblemas sociais mais graves.

Pedro Maia Gomes
Professor na Universidade Carlos III, Madrid
personal.lse.ac.uk\gomesp\1-Academia\Press.htm